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Evangelho x drogas

Evangelho x drogas

“… Tirai-lhe a mina, e dai-a ao que tem dez minas. (… Senhor, ele tem dez minas.) Pois, Eu vos digo que a qualquer que tiver ser-lhe-á dado, mas ao que não tiver, até o que tem lhe será tirado.” Luc 19;24 a 26

A lógica do Reino de Deus contraria os valores desse mundo, sobretudo, onde prepondera o viés esquerdista. Para tais, tirar de quem possui mais, mesmo por métodos ilícitos, violentos até, em prol dos mais pobres, seria “justiça social”.

No fragmento acima vimos uma grande “injustiça”; O Senhor tirando o talento desprezado por um, e dando-o a um laborioso que multiplicara os que recebera.

Invés de apreciar às coisas pela régua da mera quantidade, O Senhor valora pelo apreço com o qual nos dedicamos a elas.

O Reino de Deus não é democrático, onde a vontade da maioria deveria prevalecer, como numa democracia minimamente sadia; antes, a vontade de Deus e Seus valores, a despeito de montantes, deve pautar as escolhas dos que ingressam nele; “Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda falarás, tomando parte com a maioria para torcer o direito. Nem ao pobre favorecerás na sua demanda.” Ex 23;2 e 3

Ser pobre ou rico, são coisas periféricas; em última análise, a preservação do direito, pesa.

Portanto, os defensores de bandidos erram grotescamente, à luz dos Divinos preceitos.

Quem é fiel no pouco, será feito gestor do muito; ensinou O Salvador. Deixando patente que, a fidelidade, os princípios pesam mais que os montantes das coisas.

Muitos, em defesa dos traficantes mortos usam dois argumentos: a dor dos familiares que os perderam, e o fato de que eles seriam peixes pequenos; que seus chefes sequer viveriam nas favelas.

Essa moralidade seletiva, onde, determinadas dores compungem, e outras podem ser desprezadas, viram motivos de piadas, como os atentados contra Bolsonaro, Trump e Charlie Kirk, por si só se anula, dado estar, ancorada na identificação ideológica, não, na defesa de valores. Uma testemunha desqualificada é rejeitada num tribunal.

A dor das mães e dos pais, de almas sadias, é uma realidade cotidiana, desde que, seus filhos, aliciados pelo tráfico, deixam as veredas direitas e abraçam à vida marginal. Portanto, quem realmente pretende combater às causas do tráfico, deve começar inibindo aos consumidores. Os produtores nada teriam para fazer com seus produtos, se não existissem esses.

Os líderes não estão nas favelas? Infelizmente, há muitos travestidos de políticos, de juízes, de jornalistas; invés de fuzis usam essas nuances de camuflagem social; tais precisariam ser combatidos sem necessidade duma operação ostensiva e violenta como a que tivemos.

Com a atual disposição manifesta pela Presidência da República, pró crime, e da maioria dos ministros da Suprema Corte, e a omissão obsequiosa das Forças Armadas que permitem a violação do Estado democrático de Direito, sem a reação moderadora que lhes caberia, a coisa descamba nas raias da extrema violência.

A morte de mais de uma centena de pessoas foi a mais vívida nuance, na pintura do abrangente quadro da falência social, nesses sombrios tempos.

A coisa não se resume ao tráfico estritamente; nos vários estratos sociais há os que defendem o crime; alhures, muitos, da raia miúda que aplaude e se identifica com esses defensores; são os contornos duma ampla paisagem, onde a perversão obstinada dos maus, fulgura para decepção do Criador e dos Seus anjos.

Lato sensu, a coisa não terá solução; mas, pontualmente um e outro venturoso ainda dará ouvidos às Divinas Palavras e por elas se deixará transformar.

A pregação do Evangelho é a mais eficaz ferramenta para dissuadir consumidores e evitar o surgimento de novos. Não sem razão, essa liça é tão ridicularizada, atacada, combatida; os ditosos que abraçam à virtude “dão prejuízo”, ao que se locupletam com a disseminação dos vícios.

Os falastrões da moral seletiva seguirão seus ataques à polícia em defesa das “vítimas dos consumidores”.

Um dia O Criador os colocará diante do espelho, então, tardiamente aprenderão o que significa sentir vergonha, por ser indigno.

A moral cristã prescreve a isonomia; não fazer ao próximo aquilo que não gostaria que se fizesse consigo; não desejamos a morte de ninguém; tanto que anunciamos o convite do Príncipe da Vida. Porém, não ignoramos que as sementes foram planejadas para reproduzir conforme sua espécie. “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo que o homem semear, isso também ceifará.” Gl 6;7

Algo que se tornou proverbial, aliás; “Quem semeia ventos, colhe tempestade.”

Dos ministros de Deus a sementeira é outra; “Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria. Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo seus molhos.” Sal 126;5 e 6

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