Consórcio
No divã da vida
O céu da tarde saiu de cena “arrebolando”
digo, pintando as nuances de um arrebol;
algumas nuvens meio terracotas, quando,
a chuva decide dar o microfone para o sol;
a noite cerrou cortinas para a troca do ato,
os bichos noctívagos puseram o pé na rua;
a toca, por um pouco se viu alheia do rato,
que saiu buscar o pão sob o auspício da lua;
dois seres são consortes nesse vasto labor,
Deus e homem; Ele cria, o homem apronta;
Ele não se furta em ligar seu amplo regador,
plantio do jardim, corre por humana conta;
vida nos avalia cada dia, em seu amplo divã,
forja oásis para quem só sabe ver, deserto;
o advento do sol é segurança para amanhã,
porém, brilho do homem sempre é incerto…
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