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Eterna arte

Eterna arte

Os cegos

Os crisântemos espocam fogos de artifício,
mostrando a pura arte da mão do Altíssimo;
quiçá, de um anjo que, incumbido do ofício,
mostrou-se mui criativo de modo belíssimo;
forjou tais belezas, encantos, desde o início;

as flores tanto encenam, para com a alegria,
quanto, nos ambientes onde grassa tristeza;
excelsas cores em consórcio com a luz do dia,
se exibem em perfeito encanto, na natureza,
quando inverno arrefece, a primavera recria;

a mão de Deus exaltada ante a tantos cegos,
quantos, que muito supera, aos dias de Jesus;
quiçá, com medo do labor de martelo, pregos,
rogam por esmolas temendo a dádiva da cruz,
sonegam ao Senhor, o trono doentio dos egos;

esse direito de escolha lhes soa muito pesado,
se, apenas o Salvador decidisse tudo, sozinho;
aí de qualquer sorte ninguém seria o culpado,
o Santo não faz atalhos, só mostra o caminho,
convida à ventura não leva ninguém, forçado;

é duro mesmo escolher, preciosa a liberdade
que diga aquele que, num momento a perdeu;
trocaria a dois dias por um, a bem da verdade,
se o um fosse livre, e os dois no meio do breu,
insano recusa o todo, após sonha co’a metade…

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