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Fracasso

Humano

Homo sapiens, um grotesco fracasso,
um refinado tecnólatra, ainda crasso,
de que servem as suas imensas asas?
perde o sumo, mas, guarda o bagaço,
pilota estranhos engenhos no espaço,
porém, não sabe ordenar, à sua casa;

homo sapiens, um grotesco fracasso,
Inútil qual aviso ao fumante no maço,
o que não impede de arder sua brasa;
como é frágil o seu pretencioso braço,
do original já não resta nenhum traço,
ou, não abraçaria, uma vida tão rasa;

homo sapiens, um grotesco fracasso,
para qual fim está ele rumando passo,
em lugar de Deus, espera pela NASA?
da origem santa nem sequer um traço,
joga “roleta russa” como se fosse aço
u’a hora “botão” estará dentro da casa;

Homo sapiens, um grotesco fracasso,
ser e parecer em visível descompasso,
o tempo avança, o seu caráter, atrasa;
às causas mais vis oferece seu abraço,
em tempo, na porta do vigilante lasso
consequência revidará à escolha rasa…

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