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O zelo devido com as coisas santas

O zelo devido com as coisas santas

Não brinquemos com a salvação

“Porque é impossível que os que uma vez foram iluminados, provaram o dom celestial, se fizeram participantes do Espírito Santo, provaram a boa palavra de Deus, os poderes do mundo vindouro, depois caíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; visto que, quanto a eles, estão crucificando de novo o Filho de Deus, expondo-o ao vitupério.” Heb 6:4-6 

Em geral preferimos os textos que enfatizam O Amor Divino, Seu apelo irrestrito ao arrependimento, Sua longanimidade e misericórdia. 

Pois, esse, adverte contra se levar as coisas santas de qualquer maneira, como se, a Divina bondade estivesse sempre ao dispor, dos que se agradam em brincar com ela, por maldade. 

Quem acredita na ideia de “uma vez salvo, sempre salvo”, faria bem e considerar a gravidade disso. 

Não fala de gente autoenganada, que peregrinou um pouco entre os santos, não tendo se convertido, ou se firmado, depois voltou ao seu ambiente predileto, o mundo; antes, refere-se aos que, foram iluminados, provaram o dom celestial, receberam O Espírito Santo.  

Logo, não se trata de alguém que não tivesse entrado para o rol dos salvos. Antes, que, tendo entrado, não permaneceu. 

A gravidade do comportamento dos que assim agem, não foi amenizada; foi lida segundo a lupa dos Céus: “quanto a eles, estão crucificando de novo o Filho de Deus, expondo-o ao vitupério.” Seu menosprezo ao sacrifício inaudito de Jesus Cristo, os faria desprezíveis ao apreço dos Céus. 

Se, a compreensão teológica comum é de que, o único pecado que não tem perdão é a blasfêmia contra O Espírito Santo, seria esse o caso? Afinal, se fizeram participantes do Espírito Santo, depois o deixaram, como irrelevante. 

O texto não diz, expressamente, que não têm perdão; antes, diz que é “impossível que sejam renovados para arrependimento.”  

Conseguiriam se arrepender, sem que O Bendito Espírito Santo os movesse nessa direção? Pouco provável. Judas “arrependido” foi aos religiosos, não a Jesus; invés de pedir perdão, enforcou-se. Sentir culpa apenas, enseja remorso; tristeza por pecar é O Espírito Santo que opera, e nos leva ao arrependimento.  

A Palavra fala de dois casos, de posturas nada elogiosas. Sobre um que adulterara com a mulher do próprio pai, foi ordenado que “seja entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do Senhor Jesus.” I Cor 5;5 

Parece se referir a rigorosa doutrina de exclusão, mesmo que o excluído vegetasse até a morte, quiçá, ainda fosse salvo; outro que, invocando como fundamento de sua vida espiritual, O Santo Nome de Jesus Cristo, edificou-a, apenas com materiais combustíveis; declarações de fé que os frutos se negavam a demonstrar; na hora da prova-de-fogo das tentações, esse, não resistiria.  

“Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele prejuízo; mas o tal será salvo, todavia, como que pelo fogo. Não sabeis que sois santuário de Deus, e que O Espírito de Deus habita em vós?” I Cor 3;15 e 16 

Alguns usam isso como “prova” que não precisamos congregar; a habitação do Espírito Santo em nós, nos desafia à santificação, não, à separação. 

Os dois exemplos falam de gente que pensava estar em Cristo, embora, passando longe de atuar conforme. Para essas duas possibilidades de salvação “nos acréscimos”, não se falou de um renovo espiritual para arrependimento. Se esses conseguiram se arrepender, foi com a luz que já possuíam, e o peso das consequências dos pecados incidindo sobre eles. 

Em geral, os que se aprofundaram nas coisas do Senhor, depois recaíram, não voltam, simplesmente, à impiedade pretérita, de antes da conversão. Aprofundam mais na sujeira.  

Muitos que tiveram ministérios relevantes, após a queda se tornam antiministros; anticristos, anti-igreja. O lapso pelo abandono do Espírito Santo parece preenchido, nesses, por um espírito alternativo. Ou, seriam sete? 

Pedro avalia: “Se, depois de terem escapado das corrupções do mundo pelo pleno conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem de novo envolvidos nelas e vencidos, tornou-se lhes o último estado pior que o primeiro. Porque melhor lhes seria não terem conhecido o caminho da justiça, que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes foi dado. Deste modo sobreveio-lhes o que diz este provérbio verdadeiro; Volta o cão ao vômito, a porca lavada a revolver-se no lamaçal.” II Ped 2;20 a 22 

Por que devanearíamos com a possibilidade duma segunda chance, sendo a primeira tão preciosa? 

Conversão é mais que mudança, é ruptura. Coloquemos nosso passado de erros no devido lugar, para que no devir, Cristo nos honre junto de Si.  

“Na verdade, tenho como perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e considero como refugo, para que possa ganhar a Cristo.” Fil 3;9

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