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Plantio

Mentiroso

Com ignorar de todo o anseio a quimera,
dando munição para a crítica de bandeja?
nada de nos podar pelo que turba espera,
viveriam nossa vida, uma realidade mera,
quem induz faz n’outro aquilo que deseja;

alheias formas de ver merecem o respeito,
e tanto quanto, a esse ofertam, o recebem;
só não queiram fazer alheio andar estreito,
cada coração está envolto, anseios, pleitos,
é sua sede não pelo que outros não bebem;

inútil vir algum censurando, botando banca,
a mão que acarinha também chama no tapa;
razão sem razão é só uma perna que manca,
em outras chaminés não há , fumaça branca,
cada um é um cardeal, para escolhe seu papa;

pela a cartilha daquele asno, o de Garanhuns,
se sonega a verdade pelo que a turba espera;
finge soltar fogos quando solta os seus puns,
nem todos são insanos, fúteis, apenas alguns,
plantio enganoso, terá espinhos a primavera…

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