A arte de falar
E de calar
“Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita ao seu tempo.” Prov 25:11
Discernir o tempo e a ocasião em que algo deve ser dito é ciência de poucos. “Falo o que eu quiser, quando eu quiser”, diria alguém pretendendo ter domínio de tudo. A rigor, uma postura assim revelaria a falta de equilíbrio.
O mesmo pensador ensinaria: “Tudo tem o seu tempo determinado, há tempo para todo o propósito debaixo do céu… tempo de estar calado, e tempo de falar;” Ecl 3:1 e 7
Entender a ocasião e o que deve ser dito, é prerrogativa de quem preserva a comunhão com Deus, mediante obediência às Suas diretrizes. “Quem guardar o mandamento não experimentará nenhum mal; o coração do sábio discernirá o tempo e o juízo.” Ecl 8:5
Assim como chama que incendeia um bosque, a palavra inoportuna pode colocar a perder um ambiente de paz; Tiago observa: “Assim também a língua é um pequeno membro e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia.” Tg 3:5
Então, o conselho: “Portanto, meus amados irmãos, todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.” Tg 1:19
Como diz um provérbio hindu; “Quando falares, cuida para tuas palavras sejam melhores que teu silêncio.”
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