Arte de calar
O silêncio
“Quem dera que vos calásseis de todo, pois, isso seria vossa sabedoria.” Jó 13:5
Jó no auge da dor. Uma vez que seus amigos nada diziam que acrescentasse luz, ou amenizasse a sua desdita, desejou que fizessem silêncio.
Quem jamais se viu perplexo ante coisas inexplicáveis? Até aí, normal; todos passamos situações assim. Porém, quando, invés de admitir assumir nossa insipiência, preferimos preencher a lacuna, com suposições, o silêncio seria mil vezes mais proveitoso e sábio.
Salomão observou: “Até o tolo, quando se cala, é reputado por sábio; o que cerra os seus lábios é tido por entendido.” Prov 17:28
Jeremias bradou por décadas, a um povo de dura cerviz, que, invés de analisar-se à luz do que ouvia, e no silêncio fazer o devido “mea culpa”, preferia o burburinho alternativo dos falsos profetas, que, apresentavam previsões “melhores”.
Os que não foram mortos quando da tomada da cidade, acabaram cativos em Babilônia, segundo antevira o profeta que eles recusaram ouvir.
Entre as ruínas que restaram ele escreveu os seus lamentos: “Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do Senhor… Assente-se solitário, fique em silêncio; porquanto Deus o pôs sobre ele.” Lam 3:26 e 28
Nesses tempos turbulentos onde todos têm algo a dizer, felizes os que entendem que, têm muito a ouvir…
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