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O pano que resta

O pano que resta

Divino bordado

Deus borda sobre tecido do tempo
panos para ornar as eternas mesas;
com fios de ensino, dores, exemplo
o mundo inteiro, Seu santo templo,
onde, as sete luzes seguem acesas;

cada alma que acata o ditoso apelo
de sofrer esperando o vinho melhor;
que alinha ao Santo, o humano zelo
recebendo no espírito o Bendito Selo
limpa-se não obstante o lixo ao redor;

se rende pro “Sabão dos Lavandeiros”
cujo sangue remove máculas fundas;
dado, aos que quiserem ser herdeiros,
a receber assento à mesa do Cordeiro,
por isso se afastam de vestes imundas;

as hábeis mãos do amor inda decoram
os desejados ornatos para ditosa festa;
chama a alienados que, ainda ignoram
as soturnas razões pelas quais choram
amor sobra; contudo, pouco pano resta…

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